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Rogério Ribeiro

Rogério Ribeiro

Economista e professor universitário. Twitter: @rogerioecn



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26/02/2012 - 10:15

Continua a crise do emprego em Apucarana...

 

A partir do acompanhamento do emprego formal dos municípios de médio porte do estado do Paraná, que estamos monitorando através do Núcleo de Conjuntura Econômica e Estudos Regionais da Faculdade Estadual de Ciências Econômicas de Apucarana (FECEA), podemos constatar que a economia apucaranense continua desaquecida.

Essa afirmação é feita com base no baixo nível de geração de empregos líquidos divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que está disposto no gráfico abaixo.

Dos quatorze municípios envolvidos no estudo, em dois deles o total de demissões superou o de admissões no ano de 2011. No município de Araucária o saldo de geração de empregos líquidos foi de -442, ou seja, foram eliminados 442 postos de trabalho. Em Apucarana foi praticamente nulo, ou seja, o total de admissões foi de 18.918 contra 19.919 das demissões, o que gerou um saldo negativo de um posto de trabalho.

No caso de Araucária o setor que puxou as demissões foi o da Construção Civil: no ano de 2011 o total de admissões foi de 6.944 contra 10.158 das demissões, gerando o saldo negativo de 3.214.

Todos os demais municípios envolvidos no estudo geraram empregos líquidos em volumes significativos.

Os dados são de extrema confiabilidade, uma vez que sua fonte é o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho e Emprego, que por sua vez é informado mensalmente pelas empresas de cada município. Por isso não entendo o motivo de representantes da Prefeitura Municipal de Apucarana dar declarações de que não acreditam nos dados divulgados pelo MTE.

Os dados estão disponíveis na página eletrônica do Ministério, no endereço www.mte.gov.br e podem ser confirmados sem nenhuma restrição.

Efetuando um corte analítico no comportamento do emprego formal desses municípios constatamos que o setor industrial apucaranense foi o grande responsável pelo fraco desempenho na geração de emprego. O setor da Indústria de Transformação gerou saldo negativo de empregos no ano de 2011: as demissões superaram as contratações em 943 postos, como pode ser observado no gráfico abaixo.

Esse comportamento do emprego industrial também é verificado em Colombo e Pinhais e, com menos intensidade, em Umuarama.

Os dados demonstram, primeiramente, que há a necessidade em se discutir a desaceleração da economia apucaranense de forma efetiva, pois temos que considerar que a cada ano que passa temos um contingente de jovens que entram em idade economicamente ativa e buscam oportunidades de empregos.

Entretanto, quando essas oportunidades não surgem ocorre um desequilíbrio social, pois esses jovens possuem expectativas de uma inserção econômica.

Num segundo momento há a necessidade de ações concretas para a manutenção do nível de emprego e para evitar o desemprego de chefes de famílias. Esse tipo de desemprego pode ocorrer como estratégia das empresas em substituir um funcionário mais experiente por jovens que buscam seu primeiro emprego e, consequentemente, aceitam salários menores.

Como podemos verificar o cenário existente gera desajustes econômicos e sociais e deve haver ações no sentido de buscar soluções viáveis para o problema que vem sendo anunciado desde o ano de 2009.

Quem se propõem a discutir o assunto?

A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (ACIA) e o Observatório Social de Apucarana (OSA) já iniciaram essa discussão, entretanto ela não deve se limitar a poucas instituições, mas deve envolver toda a sociedade numa conversa franca, honesta e transparente, sem demagogias ou interesses particulares ou políticos partidários.

Autor: Rogério Ribeiro

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21/02/2012 - 14:13

Observatório Social e Câmara de Vereadores: lições que devemos aprender I

É incrível como ouvir as verdades pode deixar algumas pessoas irritadas. Digo isso pela reação de alguns vereadores com respeito ao comentário feito pelo presidente do Observatório Social de Apucarana (OSA), instituição a qual faço parte da diretoria. Em seu comentário o presidente afirmou que os vereadores estão pautando suas atuações em indicações.

O que tem de mais alguém afirmar isso?

Para conferir a afirmação fiz um levantamento da atividade parlamentar na Câmara de Vereadores, através do próprio sítio dela e verifiquei que a afirmação do presidente do Observatório Social de Apucarana, Mauro de Oliveira Carlos, é verdadeira.

Conforme podemos verificar na tabela abaixo as indicações foram responsáveis por 83,2% da atividade parlamentar em 2011.

De acordo com o levantamento os requerimentos estão em segundo lugar, com 9,0% seguido das propostas de leis de iniciativa de parlamentares, com 4,5%. Com isso qualquer pessoa pode afirmar, sem medo de ser chamado de mentiroso, de que a atividade parlamentar em Apucarana está concentrada em indicações.

Da mesma forma fui estudar a Lei Orgânica do Município, como indicaram alguns vereadores, e encontrei em seu artigo 17 quais são as competências da Câmara de Vereadores.

Realmente, propor indicações é uma das atribuições da Câmara de Vereadores. Mas ela é uma entre 21 competências. Agora vamos analisar como está o cumprimento das demais 20 competências.

"A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer."
Mário Quintana
 

Autor: Rogério Ribeiro

Comentários

  • Rodolfo Mota26/02/201209h40

    Será que é preciso acrescentar alguma coisa? AS INFORMAÇÕES SÃO SUICIENTES PARA QUE TODOS TIREM SUAS CONCLUSÕES! No entanto, vale destacar que na média não se chega a 6 projetos de lei por vereador durante o ano, ou seja, 1 a cada dois meses! E ESSA É A PRINCIPAL FUNÇÃO DO VEREADOR!

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16/01/2012 - 10:48

Terceirização da saúde: prejuízo para a sociedade

Sou um defensor da terceirização no setor público. Para as funções que não exigem especialização e que prevalecem habilidades manuais, tais como: gari ou margarida, auxiliar de serviços gerais e vigia, entre outros cargos é vantajoso para a administração pública efetuar a terceirização desses postos.

Entretanto para funções que exigem formação específica, com habilidades manuais e intelectuais e necessidade de competências defendo ferrenhamente a contratação de profissionais concursados.

Pode parecer contraditório essa abordagem, mas não é. Temos como fato que a produtividade marginal do trabalho é decrescente ao longo da jornada de trabalho e ao longo da vida do trabalhador, portanto as atividades manuais perdem produtividade e eficiência, trazendo prejuízos para a sociedade que depende dos serviços públicos. Por conta disso é mais vantajoso para a sociedade terceirizar essas tarefas.

Essa abordagem serve para todas as áreas da administração pública.

Com base no exposto entendo que a terceirização de serviços médicos, comentada em matéria do jornal Tribuna do Norte do dia 14 de janeiro de 2012, é danosa para a sociedade.

De acordo com o Tribunal Superior do Trabalho “A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal, formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços, salvo no caso de trabalho temporário” (Enunciado nº 331/TST). Com as chamadas públicas para credenciamento de empresas para prestar serviços de consultas as prefeituras estão contratando pessoas (médicos) através de uma empresa interposta. É ilegal.

Podem alegar que é serviço temporário. Não é, pois estão fazendo isso há anos e os serviços dos médicos são sempre necessários, isso descaracteriza o caráter temporário.

Entretanto temos que considerar que as prefeituras estão com dificuldades para contratar médicos, mas essa dificuldade é por causa da baixa remuneração oferecida para eles. Por que o município pode “contratar” vereadores com subsídios mensais de R$ 10 mil e para os médicos o salário proposto é quase a metade desses?

Os médicos contratados através das empresas interpostas se comprometem a realizar certa quantidade de consultas por dia. Terminou a quantidade contratada, acaba o compromisso e eles vão embora, deixando filas de pessoas que necessitam de atendimento.

Já o médico concursado tem que cumprir uma jornada de trabalho semanal e, durante ela, deve atender a todos que se apresentarem necessitando de seus serviços.

Sem sombra de dúvidas é mais vantajoso para a sociedade que contratem médicos através de concurso público. Para os casos em que não há candidatos interessados nos concursos a solução é simples: aumentem os salários dos médicos. Com certeza será um recurso público muito bem empregado.

Autor: Rogério Ribeiro

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  • damaris nocera21/02/201214h11

    prezados senhores trabalho no setor da saude no quadro de enfermagem, o mais engraçado que se preocupam com os salarios dos médicos e meio de contratação, mais nunca vi ninguem se preocupar com a enfermagem, tendo em vista que somos nós que colocamos a mão na massa, um médico faz a consulta e interna, sem risco de adquirir qualquer doença, e nós é que damos conta da recuperação do paciente,,,,então ta na hora de pensar no salario do auxiliar, técnico e enfermeiro, afinal ambos estudam tbm, e olha que é uma tarefa ardua, tem municipio se quer tem técnicos contratados ou concursados. isto sim deveria ser repensado,,,,um enfermeiro não da diagnostico errado, ate pqe ele nem pode mas tem que obedecer ordens muitas vezes que não são favoraveis por não ter voz ativa, e digo mais enquanto um médico ganha 10,000 um enfermeiro ganha 1500,00 qdo consegue,,,então o enfermeiro não passa de um auxiliar barato que carrega uma tamanha responsabilidade, onde estudou, para ser um simples auxiliar do médico,

  • DANILO MOURA21/02/201214h11

    CONCORDO COM O QUE DISSE, POREM CADE O COMPROMISSO DOS MÉDICOS? QUE NA MAIORIA SE FORMARAM EM FACULDADES PÚBLICAS. QUE QUANDO SE FORMARAM FIZERAM UM JURAMENTO DE SALVAR VIDAS, E NÃO SOMENTE GANHAR DINHEIRO. É FÁCIL DIZER QUE OS VEREADORES ESTÃO GANHANDO 10 MIL E OS MÉDICOS NEM METADE. POREM NOS MESMOS QUE DEIXAMOS ELES GANHAREM TUDO ISSO, A SOCIEDADE SIMPLISMENTE ACEITOU, GRUPINHOS QUE SE DIZEM DEFENDER OS DIREITOS PÚBLICOS SE CALARAM, OU SO ATENDEM QUANDO HÁ INTERRESE PRÓPIO, OU SÃO FINANCIADOS. MAS ISSO É OUTRO CASO. MÉDICOS CADE O COMPROMISSO??

  • Rodolfo Mota20/01/201217h37

    Concordo em gênero e grau com o fato de que em relação aos médicos contratados através desta terceirização descarada da saúde pública, não há o mesmo comprometimento daqueles que são concursados e tem carreiras a seguir. Quero ainda colocar que me parece fraude e afronta aos direitos trabalhistas, uma vez que os médicos contratados não terão direito ao FGTS, décimo terceiro salário, férias, quinquênio e outros. Acho que o Ministério Público do Trabalho deveria ser consultado sobre isto.

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02/01/2012 - 15:48

Qual é o papel da sociedade no combate ao aumento da violência?

Em meio aos acontecimentos dos últimos dias em Apucarana, surge uma grande preocupação acerca da segurança no município. Foram três homicídios que somados aos demais ocorridos no ano de 2011 totalizam 22 homicídios.

O aumento do número de homicídios no Brasil está muito acentuado: em 2010 ocorreram 49,9 mil homicídios contra 13,9 mil em 1980. Isso representa um aumento de 259% em 30 anos.

Entretanto, em uma análise parcial constatou-se que a década de 1980 foi o período em que os homicídios cresceram mais em termos relativos, ou seja, a taxa média anual de crescimento dos homicídios foi de 7,7%. Na década de 1990 a taxa média anual de crescimento dos homicídios foi de 4,0% ao ano e na década de 2000 foi de 0,4% ao ano.

Esses dados indicam, quando comparados com variáveis econômicas e demográficas, que a taxa de crescimento de homicídios é maior quando a economia (PIB e PIB per capita) apresentam desempenhos fracos combinados com taxas de crescimento populacional elevadas.

Já na análise da taxa de homicídios, que representa o número de homicídios a cada 100 mil habitantes, temos que o Brasil apresentou um aumento de 124%, saltando de 11,7 homicídios a cada 100 mil habitantes em 1980 para 26,2 em 2010. Essa evolução pode ser visualizada no gráfico abaixo.

Segundo estudo do Instituto Sangari, intitulado “Mapa da Violência 2012: os novos padrões da violência homicida no Brasil”, a taxa de homicídios no Brasil é superior aos de 12 conflitos armados ocorridos no período de 2004 a 2007, sendo eles: Iraque, Sudão, Afeganistão, Colômbia, Congo, Sri Lanka, Índia, Somália, Nepal, Paquistão, Caxemira, Israel e territórios Palestinos. A taxa média de todos esses conflitos foi de 11,1 homicídios por 100 mil habitantes, nos quatro anos analisados.

O mesmo comportamento pode ser verificado no estado do Paraná que, segundo o estudo, apresentou 34,4 homicídios por 100 mil habitantes no ano de 2010, contra 18,5 obtidos no ano de 2000. Um aumento de 85,9%. É a 9ª maior taxa de homicídio do país, dentre 27 unidades da Federação.

Sem dúvidas a questão da criminalidade sempre esteve atrelada a questões econômicas e culturais. Como nosso país não possui uma cultura de violência e conflitos, sendo até considerada uma nação amigável, temos que fatores econômicos ligados ao desemprego, baixo nível de escolaridade, crescimento econômico reduzido e má distribuição da riqueza do país possuem forte relação com o aumento da criminalidade.

No caso do município de Apucarana, segundo o “Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros – 2008” também publicado pelo Instituto Sangari, temos que em 2004 ocorreram 20 homicídios a cada 100 mil habitantes, saltando para 25 nos anos de 2005 e 2006. A média do estudo foi de 21,5. No ano de 2011 a taxa ficou em 18,3, indicando que na análise relativa está havendo uma redução dos homicídios no município. Entretanto temos que concordar que existe uma sensação de insegurança na cidade, por conta não só dos homicídios, mas por conta também dos arrombamentos, dos furtos, dos estupros, do tráfico de drogas e das agressões físicas e morais, dentre outros.

Para ampliar ainda mais essa sensação de insegurança a sociedade brasileira se depara com a afirmação da secretária nacional de Segurança Pública, Regina Mikki, de que a “guerra” contra a droga conhecida como crack ainda está sendo perdida.

Maior contingente de policiais, melhor estrutura com mais equipamentos e veículos, além de treinamento adequado são fundamentais para melhorar a sensação de segurança e reduzir a criminalidade. Mas a sociedade não pode ficar somente esbravejando, reclamando, cobrando ou criticando sentado na poltrona da sala e usando bordões surrados e vencidos.

A sociedade tem que agir mais afirmativamente, ou seja, tem que exigir mais segurança votando melhor, votando em candidatos que realmente tenham compromissos em melhorar essa situação. Tem que cobrar efetivamente mais ação de todos os nossos governantes (prefeitos, governadores e presidente da República). Tem que cobrar de todos os nossos legisladores sem distinção se são vereadores, deputados estaduais e federais ou senadores.

Todos eles juntamente conosco somos responsáveis pela construção, formação e manutenção de nossa sociedade. Portanto, temos que parar de reclamar na frente da televisão, criar coragem e agir efetivamente. É a sociedade unida num único propósito que poderá reverter esse cenário e construir uma cidade, um estado e um país melhor.

Devemos cobrar políticas públicas efetivas e eficientes nos municípios e nos estados. Devemos exigir que as ações que aparecem nas propagandas das prefeituras, dos estados e da união, cheguem a todos os cidadãos, independente de sua condição política, racial, social, intelectual ou econômica.

Esse é o papel de cada um dos cidadãos, não somente para combater a violência, mas para construir uma sociedade mais justa e igualitária.

Autor: Rogério Ribeiro

Comentários

  • 16/01/201210h44

    pra diminuir o crime em Apucarana é só por um mata burro pra quem vem lá dos lados de Mauá da Serra.

  • Lucinéia16/01/201210h45

    Que a contratação da guarda municipal não fique apenas com a incumbência de gerar receita pública nas infrações de trânsito gerando multas...mas que auxilie no policiamento junto aos efetivos do estado.

  • Arruda16/01/201210h45

    Pelo que podemos ver, os gestores e reponsáveis pela política de segurança só se movem motivadas por números. Até o início de dezembro, tinhamos apenas 20 homicídios e a coisa só chamou a atenção quando mataram mais 3 na semana do natal e ano novo. Uma política pública que potencializa a segurança começa na prevenção. Mas infelizmente esperam que mate um trabalhador para depois analisar. Isso nos faz refletir o seguinte: só colocarão quebra-molas ou semáforo num determinado local se ocorrer um grave acidente ou mortes, as vezes precisarão que se atinja uma meta... 5 ou 6 mortes por exemplo. No caso da segurança está ocorrendo o mesmo. É incompetência dos gestores e mau uso do recurso público na política de prevenção. A guarda municipal tem medo de fazer rondas em algumas regiões da cidade e até a polícia militar só entrar em tais regiões com reforço. É a falência do estado diante da interiorização dos criminosos, que estão fugindo das capitais. Cadê a política anti-drogas em nosso município.

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31/10/2011 - 09:16

O desemprego continua “rondando” Apucarana

 

Em “posts” recentes abordei a preocupação com o desemprego e com o reemprego em Apucarana. Novos dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) reafirmam o aumento do desemprego no município.

Para apresentar uma análise mais justa e coerente efetuei um levantamento do emprego formal em setembro de 2011 para todos os municípios de médio porte (que possuem de 100 mil a 300 mil habitantes) do estado do Paraná. São 14 municípios: Almirante Tamandaré, Apucarana, Arapongas, Araucária, Campo Largo, Cascavel, Colombo, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Paranaguá, Pinhais, São José dos Pinhais, Toledo e Umuarama.

Na análise do período de janeiro a setembro de 2011 o pior desempenho ficou por conta do município de Apucarana que abriu somente 200 postos de trabalho, após ter um desempenho negativo até o mês de agosto, quando estava com um saldo líquido negativo de 114 postos de trabalho. 

Podemos verificar no gráfico 1 que os municípios de São José dos Pinhais e Cascavel são os grandes geradores de emprego dentre a categoria, gerando 6.526 e 5.401 novos postos de trabalho no período, respectivamente.

Embora os municípios de Guarapuava e Almirante Tamandaré tenham criados postos de trabalho, os valores absolutos podem ser considerados baixos e indicadores de preocupação por parte do poder público local.

  

A tendência de geração de emprego pode ser confirmada quando se analisa os últimos 12 meses (outubro/2010 a setembro/2011), conforme apresenta o gráfico 2.
 

      

Nessa análise a situação do município de Apucarana se agrava ainda mais: no período analisado foram fechados nada mais nada menos do que 480 postos de trabalho. Ao contrário dos demais municípios, que mantém um volume de geração de empregos muito significativo.

Com base na mesma informação podemos calcular a taxa de crescimento do emprego formal para período. No gráfico 3 destacamos o crescimento do estado do Paraná, que foi de 5,48%. O único crescimento negativo foi de Apucarana.

Todos os demais municípios apresentaram taxas de crescimento do emprego positivas, sendo que o crescimento de Guarapuava e Umuarama ficou abaixo da média estadual.

Na análise do emprego formal, de forma mais conjuntural, ou seja, no curto prazo temos que a situação do município de Apucarana é a mais grave, pois não está conseguindo gerar empregos, pelo contrário está fechando postos de trabalho. Portanto urge a necessidade em se reverter tal quadro que se torna mais preocupante do que nos municípios de Almirante Tamandaré, Campo Largo e Umuarama. Esses dois últimos no quesito de geração de emprego estão conseguindo obter resultados satisfatórios.

Resta concluir que a sociedade civil organizada deve agir no processo. Seguir o exemplo do que foi feito em cidades que no passado passaram pelos mesmos cenários, ou seja, devem se mobilizar contra a inércia das políticas públicas e auxiliar o município no planejamento do desenvolvimento econômico.

Autor: Rogério Ribeiro

Comentários

  • RODOLFO MOTA02/01/201215h44

    O QUE EU POSSO DIZER? LAMENTAVEL, MUITO TRISTE, ATÉ QUANDO NOSSA CIDADE VAI FICAR NESSE MARASMO DE IMCOMPETENCIA ADMINISTRATIVA! E ESSE COMENTARIO NÃO É DE OPOSSIÇÃO, MAS MERA CONSTATAÇÃO, AFINAL, CONTRA FATOS NÃO HÁ ARGUMENTOS.

  • Vinicius02/01/201215h44

    VIVA APUCARANA!!!!! Com a palavra: João Buracos de Oliveira!

  • Arruda02/01/201215h44

    Viva Apucarana!!! Emprego mesmo só para a turma do conto do vigário!! São mais de 300 cargos de confiança atualmente na prefeitura, tudo pago com o nosso dinheiro. Lá podemos encontrar vereador que não se reelegeu, candidato que não se elegeu, alguns que nem sabem para o quê foram nomeados e outros que têm sérias dificuldades em ler e escrever. Enquanto isso, nós, aqui em baixo, temos desemprego, insegurança, buracos pela cidade inteira. Ô prefeito, vamos colocar a turma do conto do vigário para tapar buraco, assim eles terão alguma coisa para fazer. Esperamos que no ano que vem a população acorde e pare de se iludir com o bando do tive um sonho ou melhor meus amigos e meus irmão de Apucarana. Basta!!! Precisamos de gestores para Apucarana e não apenas ocupadores dos cargos públicos do município de Apucarana. Cadê o plano de geração de empregos, aquele mesmo da campanha passada!!! O pior de tudo é que a imprensa fica criticando apenas o vigário, quando na verdade o atual alcaide é cria e recria dele e sabia de tudo!! A população de Apucarana não é besta!!!

  • fernando02/01/201215h45

    Professor Rogério mostrou um lado de Apucarana que pouco se comenta. Todos ficam entusiasmados com a grandes lojas que estão se estabelecendo na cidade, mas Apucarana não me parece estar tão bem assim.

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